Tem uma música do Zoe (ministério ao qual faço parte) que diz: “chamado para ser santo, crucificado para o mundo e ressurreto no reino de Deus”.
Gosto muito dessa letra, pois ela retrata verdades da nossa caminhada com Cristo.
Uma verdade que está sendo muito questionada, principalmente no meio do pessoal que lidera e ministra louvor é até onde tenho que ser santo? O que será essa “santidade” que todo mundo fala que Deus quer?
Hoje existem dois grupos nas igrejas. O primeiro diz que ser santo é ter uma vida dentro da igreja, participar dos cultos, orar, etc.. O segundo diz que ser santo é ser totalmente separado para Deus, é muito mais além de ir aos cultos, é uma vida de intensa devoção e obediência a Deus, esse segundo grupo é chamado de “grupo radical”.
Um fato que sempre destaco nas minhas colocações é que a grande, repito, a grande maioria das igrejas está sem nenhuma, repito, nenhuma unção nos ministérios de louvor.
No capítulo 4:5-7 do evangelho de Lucas diz: “O Diabo o levou a um lugar alto e mostrou-lhe num relance todos os reinos do mundo. E lhe disse: Eu te darei toda a autoridade sobre eles e todo o seu esplendor, porque me foram dados e posso dá-los a quem eu quiser. Então, se me adorares, tudo será teu”.
Fica nítido nesse versículo que o mundo está nas mãos do Diabo, aliás, o mundo foi entregue em suas mãos, e claro que foi Deus que o entregou. Portanto o Diabo é dono do mundo, e de tudo o que no mundo há.
Muitos ministros de louvor (quando digo ministro me refiro a quem toca, faz vocal, ministra o louvor, etc) não estão se importando hoje em dividir o dom e a graça que Deus a eles de estarem O adorando. Eles estão tocando e escutando músicas do mundo. Muitos alegam que apenas escutam essas músicas apenas para fins de estudo, outros admitem que gostam mesmo de tal banda, tal artista e não se importam de estarem indo até em shows.
Minha pergunta para essas pessoas é bem básica: o que Deus pensa de pessoas que ora estão admirando músicas que não foram feitas para dar honra a glória ao nome dEle, ora estão na igreja em cima do púlpito tocando louvores?
A Bíblia pode nos dar uma resposta bem, clara sobre esse assunto, pena que ela hoje virou apenas um livro de consulta e não mais um manual de conduta de vida e caráter.
Tiago 4: 4 “Adúlteros, vocês não sabem que a amizade com o mundo é inimizade com Deus? Quem quer ser amigo do mundo faz-se inimigo de Deus.”
Para entendermos esse versículo precisamos primeiro entender a definição e “amigo”.
Pesquisei a palavra “amigo” no link do dicionário Michaelis: http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&palavra=amigo
Vamos as definições de “amigo”:
- aliado
- concorde
- favorável
- amante
- defensor
- partidário
Assim fica bem melhor:
“Adúlteros, vocês não sabem que ser aliado com o mundo é inimizade com Deus?
“Adúlteros, vocês não sabem que concordar com o mundo é inimizade com Deus?
“Adúlteros, vocês não sabem que ser favorável com o mundo é inimizade com Deus?
“Adúlteros, vocês não sabem que amar o mundo é inimizade com Deus?
“Adúlteros, vocês não sabem que defender o mundo é inimizade com Deus?
“Adúlteros, vocês não sabem que ser partidário com o mundo é inimizade com Deus?
Fica assim bem mais claro o que Tiago estava dizendo: qualquer pessoa que simpatizar, gostar, concordar, defender as coisas que estão no mundo está sendo diretamente convocado para o time dos inimigos de Deus.
Agora será que as músicas do mundo fazem parte desse contexto?
Não montarei aqui um estudo dizendo o que as músicas do mundo falam em suas letras, basta escutá-las que haverá entendimento que elas não se importam nem um pouco para Deus.
O que quero sim discutir é o propósito que elas são escritas.
São para a glória de Deus? São para honrarem o nome de Deus?
Poxa, elas falam de amor, de sentimentos, coisas tão bonitas!
1 João 2:15-16 “Não amem o mundo nem o que nele há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai a não está nele. Pois tudo o que há no mundo — a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens — não provém do Pai, mas do mundo.”
Qualquer cristão que ministra louvor deve entender que o amor do mundo é vazio e superficial (falo aos entendidos com muitos anos de igreja), porque se esse amor nos preenchesse porque eu procuraria o amor de Cristo que excede todo o entendimento?
Fica difícil acreditar que com todo esse conceito bíblico de abandonar o mundo, as coisas do mundo, ainda tenha gente (e não são poucas) que defendem a teoria (sem nenhuma base bíblica, opinião de homens) de que não há problema do ministro de louvor escutar uma música do mundo e até tocar essa música, pois o músico precisa estudar né?
Escutei uma frase do meu Pastor citando um diálogo entre um pastor e seu ministro de louvor. O ministro de louvor alegava que escutava e tocava música do mundo apenas para aperfeiçoar o dom de Deus. A resposta foi “Deus te dá o dom e você quer que o diabo o aperfeiçoe?”.
Criou-se hoje dentro das igrejas uma infeliz cultura de que o ministro de louvor precisa ser aquela pessoa que toca e canta, isso já é referencial para o ministério. A pessoa chega na igreja, aceitou Jesus faz pouco tempo, alguém descobre que ela têm uma voz maravilhosa: vai para o louvor! Ele toca bem: vai para o louvor?
Perai! Que eu saiba em todos os ministérios da igreja a pessoa precisa de uma mínima preparação para poder exercer. Seja, dar aula, cuidar de crianças, pregar, liderar algum ministério de jovens, casais, etc… Concordo com isso.
Quando a pessoa então é separada para o pastorado, diaconato, evangelismo ela fica meses, as vezes até anos em prova. Ela precisa no mínimo provar que em sua vida existe um caráter cristão e que ela possui sim, conhecimento da Palavra de Deus. Caso ela não passe por esses requisitos ela será reprovada no seu chamado ministerial. Injustiça? Não! Bíblia, quem duvida leia as cartas de Paulo o Timóteo e as Tessalonicenses.
Agora no louvor, tudo é alegria! Não há preocupação nos pastores e líderes de nossas igrejas em saber como está a vida cristã da pessoa da pessoa que está ministrando diante de Deus e da igreja. Gostaria que alguém me dissesse a diferença de um chamado pastoral e de um chamado para ministrar louvor?
Ambos têm a responsabilidade de conduzir o rebanho de Deus. O pastor alimenta o rebanho de cuida das ovelhas. O ministro de louvor guia as ovelhas a adorar e a terem seus momentos de intimidade com seu pastor através da adoração.
Onde está aquele Deus que habita no meio dos louvores? Onde está aquele Deus que cura, liberta, batiza com o Espírito Santo no meio dos louvores? Onde está aquele Deus apaixonado por sua igreja que abraça sua amada noiva durante os louvores?
Ele foi trocado por líderes que estão mais preocupados em ter 40 minutos de boa música nos seus cultos do que ter 5 minutos na presença de Deus!
A técnica musical invadiu nossos púlpitos! Hoje quem têm “unção” é quem toca e canta bem! Não me fale por favor que sou contra cantar e tocar bem nos cultos, se você pensou nisso é porque está encaixado nesse time de estrelas que invadiram nossas igrejas atrás de fama!
Porque as pessoas que ministram louvor não têm que ter sua vida cristã provada, sendo que elas estão diretamente mexendo com o coração de Deus? Até quando nossos líderes manterão essa postura medíocre e aceitarão pessoas que estão com sua vida firmada em músicas mundanas e pessoas que não conhecem a Deus?
Você deve estar lendo isso e está falando: esse cara é meio revoltado com isso, sou sim.
Púlpito não é lugar de brincadeira, é lugar de presença de Deus.
Nossos púlpitos estão prostituídos por pessoas que amam músicas do mundo e ao mesmo tempo estão tocando para Deus.
Como tenho certeza disso? Basta verificar a qualidade espiritual dos ministérios de louvor que ministram a Deus em nossas igrejas, isso é a maior referência.
Costumo dizer que Reino de Deus é resultado: ou você faz e Deus avaliza o que você está fazendo, ou você faz e Deus não avaliza o que você está fazendo.




